quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pieces of me

Meu celular não parava de tocar, mas eu repetia pra mim mesma, não vou atender não vou atender.Foi muito pra mim,aquela cena continua martelando na minha cabeça,foi como mil facas afiadas perfurando meu abdômen. Tentei de muitas formas me convencer de que foi uma ilusão de ótica e que o Erick nunca faria isso comigo.Mas nitidamente eu consiga lembrar,sua boca estava colada na dela,sua mão segurava fortemente sua cintura.E o beijo era profundo e fiquei sem reação ao deparar-me com aquela cena,onde um parecia engolir o outro,se eu pudesse mandaria os dois para os jogos mortais.
Todos na escola pareciam rir de mim.Tudo bem eu não era nem um pouco popular,e estava longe de ser uma das garotas mais perfeitas no mundo social dos idiotas.Depois dessa cena e desse massacre ao meu coração. Entendi que tudo não passou de uma  brincadeira,primeiro ele me chamou pra sair,depois pra festa na casa da Anna e tentou me conhecer ao máximo e agora ele juntou-se novamente ao seu mundo com seus amigos.Tudo não passou de uma aposta,como fui idiota acreditei em suas mentiras. Pra mim tudo era especial, pois sempre o amei, mas nunca tive coragem, sempre fui de amar em segredo, nunca imaginei que ele olharia pra mim. E quando olhou eu fiquei completamente cega.
Agachei-me amarrando os cadarços do meu all star e depois colocando meu capuz e saindo em disparada para o estacionamento, minha mãe me esperava. Meu celular ainda continuava a tocar.
Era o Erick,eu não conseguia entender.Ele brincou comigo,e agora fica me ligando?A primeira coisa que veio a minha mente eu fiz. Passei pelo chafariz do pátio e joguei o celular, pra mim aquilo tudo já era.
Mamãe como de costume me esperava, entrei e bati a porta com mais força do que pretendi.
-O que houve Molly?- Mamãe pergunta, segurando o volante.
-Nada mãe. Por favor, me deixa!
-Não está gostando da escola?
-O que você acha?Vivo mudando de escola, nunca consigo fazer amigos, a novata sempre, sendo zuada por todo mundo.
-Por que estão fazendo isso com você filha?
-Mae, por favor, vamos embora. E esquece esse assunto.
Ela colocou o pé na embreagem e depois passou a marcha e seguimos para a casa. Fechei meus olhos já estava exausta. Consegui dormi boa parte do trajeto, e em fim chegamos.
Não conseguia acreditar ao passar pela entrada e seguir até a garagem a imagem de alguém ali parado me deixava tonta e ao mesmo tempo com um terrível ódio no coração.
-Molly, por favor, preciso falar com você!-Erick gritava.
Desci do carro arrancando minha mochila e seguindo até ele, senti que mamãe começava a entender o porquê da minha cara feia.
-Não tenho nada pra conversar!
-Mas eu tenho. -Ele continuou.
-Eu vi, ninguém precisou me contar. -Interrompi!O ódio está claro e bem nítido no tom da minha voz. -Por que eu sempre sou a piada Erick?
-Confesso que no começo não passou de uma brincadeira, mas agora é diferente.
-Diferente como?Deixa-me eu ver se entendo. Fez uma nova aposta?Agora vai ver se consegue transar comigo é isso?Adivinhei?
-Claro que não!Não consigo mais ficar longe de você!
-O problema já não é meu. -Meu coração estava como uma rocha, nada do que ele falasse iria mudar alguma coisa.
Capitulo 2

Cansei de ser sempre o brinquedinho, que estava a todo o momento disponível, não era nem de longe a mais bonita, era a excluída por não seguir padrões. Precisava encontra alguém que realmente pensasse em mim. E o que esperar de uma pessoa que fez uma aposta com os amigos pra ficar comigo?
-Me escuta Molly! Como eu disse começou como uma brincadeira, confesso que fui um idiota, mas agora eu não paro de pensar em você. E é como se faltasse alguma coisa, é como se mesmo com  os meus amigos meu vazio continuasse,esperando você.
-Por que eu?Uma garota que nunca usa saltos, que está sempre com o mesmo all star surrado, com uma calça jeans desbotada e que nunca, nunca mesmo solta os cabelos?
-Molly, não me importo com nada, você é linda, inteligente. Quero poder ter mais tempo com você, quero poder ser seu namorado.
Queria tanto acreditar que suas palavras eram reais, que na sua voz eu poderia mergulhar e encontrar o amor, mais minha cabeça estava atordoada com a imagem dele beijando outra. Percebi que minha mãe às vezes aparecia na janela da cozinha e ficava a observar o movimento.
-E a Samantha?O que foi aquilo entre vocês?-Perguntei mexendo no meu rabo de cavalo que já estava um pouco frouxo.
-A Samantha é uma amiga, aquele beijo não deveria ter acontecido, mais foi por pressão da galera. E peço que esqueça.
-Mas ela não vai esquecer, e está bem claro que ela quer você, e não vai desistir.
Samantha a garota mais linda que já vi, seus cabelos caiam longos até a cintura eram loiros e perfeitos, seu corpo tinha curvas maravilhosas, e suas roupas sempre de marca. Não podia competir com ela, sei que perderia feio, minha melhor amiga Nathy diz que eu adoro me diminuir, mas não sou eu que faço isso, as pessoas fazem. Não sou a culpada de ter que mudar de escola todo ano, por que minha mãe trabalha e tem que viajar, não sou a culpada de não ter um pai, por que ele nos abandonou quando eu era ainda pequena.Tenho tantos buracos na minha pequena estrada.
-Molly, fiz isso pra você, não abri agora. Pensei em mandar um email pro seu Blackberry, mas acho que você não sentiria de forma real o que está acontecendo. -Ele me entregou um envelope branco, sem nada por fora, mas pelo volume eu sentia que dentro havia alguma coisa.
-Tudo bem, agora eu tenho que ir.-Virei-me rapidamente porem senti que sua mão segurava meu braço,num movimento ligeiro ele me puxou pra mais perto,fazendo minha mochila cair,e ficamos próximos demais.
-O que você quer?- perguntei, desafiando seu olhar.
-Você ainda pergunta?Quero você!
Antes que ele pudesse aprofundar sua boca na minha, virei o rosto, dessa vez não seria tão fácil.
-Vai ter que provar isso. -me desvencilhei de suas mãos e segui sem olhar pra traz até minha casa, o deixando parado ali.
Capitulo 3
 Entrei e bati a porta, encostando-me na mesma e respirando fundo. A carta ainda estava em minha mão. Não acredito que tive coragem de rejeitar um beijo dele!Muitas garotas matariam por isso. Mas daqui pra frente às coisas tomariam rumos diferente. A Molly cansou de ser humilhada.
Mamãe estava na cozinha preparando o almoço, o cheirinho estava delicioso, comecei a subir as escadas, precisava tomar um banho.
-Filha!-Mamãe me chamou não me olhava continuava a cortar o tomate, agora ela estava de avental, ela adorava cozinhar.
-Oi mãe!-respondi com cara de desanimada.
-Quem era aquele menino?
-Um amigo!
-Amigo?Não parecia amigo, agora os amigos tentam beijar as amigas.
-Mãe, você estava me espionando?
-Claro que não!Até por que mãe não espiona, mãe vigia e cuida.
-Não foi nada de mais. Não precisa se preocupar sei me cuidar.
-Espero que saiba mesmo. Quero que saiba que estarei aqui sempre que precisar.
-Obrigada mãe!
Em fim subi os degraus como se tive com aquelas bolas de ferro que os prisioneiros usam nos filmes. Joguei-me na Cama, fiquei imóvel alguns segundos, antes de me levantar e seguir até o banheiro. Como de costume minhas pantufas de sapo estavam lá, bem do ladinho da pia. Liguei o chuveiro, deixando bem quente e tirei as roupas rapidamente. A água escorria, fazendo sentir um leve arrepio.
Enquanto espremia ao máximo o vidro de condicionador começava a lembrar da ultima vez que eu e o Erick ficamos,foi na festa na casa da Anna uma das populares.Logo que cheguei me deparei com ele,e foi muito difícil resistir,lembro- me bem ,eu usa uma dos meus vestidinhos e como sempre estava com meu All star,meu cabelo num rabo de cavalo.Ele seguiu até a entrada onde Nathy e eu conversávamos,seu olhar cheio de mistérios causou esperanças ao meu coração.Ah Molly,como você foi burra.o Erick sempre com aquele cabelo jogado,com o sorriso que nossa tirava o fôlego de qualquer menina.
Confesso que no começo estranhei, ele nunca falava comigo, e derrepente me tratava como a garota mais linda do mundo. Todos deviam saber que era palhaçada mais eu estava envolvida demais pra notar alguma diferença, ou sei lá gozação.
Tirei todo o sabão do corpo, enrolei uma toalha no cabelo, vesti meu roupão e segui até a cama,onde a carta que Erick havia me dado me encarava,testando minha capacidade, tentando me causar duvidas, me deixando cada vez mais indecisa.
-Resolvi que deixaria pra ler a carta depois do almoço já passava do meio dia, estava com fome. Vesti uma regata branca, um short jeans e desci rapidamente.
Mamãe havia feito sua especialidade. PANQUECAS!!Sou louca por panquecas.
-Nossa que cheirinho bom. -Falei puxando uma das cadeiras e sentando.
-Pelo sorriso está se sentindo melhor. Não quer conversar?
-Prefiro comer em silencio. Mãe você sabe que não gosto de ficar falando sobre meus assuntos.
-Mas filha eu sou sua mãe, as mães ajudam as filhas, pode se abrir comigo, estou aqui pra te entender e te orientar.
-Eu sei disso mãe, mais é que falar sobre,
- me faz mal, prometo que em outra hora eu te conto, mas agora prefiro comer em silencio.
-Tudo bem!Agora aproveite que tá uma delicia.
-Tenho certeza. -respondi dando uma garfada.
Comemos em silencio,mas não por muito tempo a companhia apitou três vezes acelerada,e mamãe logo levantou indo abri-lá.Eu continuava a comer.
-Oi Nathy!Tudo bem?
-Tudo sim tia Nina.Queria falar com a Molly.Ela está?
-Está sim, pode entrar e aproveita pra almoçar. Acabei de colocar a mesa.
-Eu sempre chego nas horas boas.-Ambas começaram a rir.
Levante e cumprimentei Nathy, e senti que ela tinha alguma coisa pra me contar, seu olhos estavam aflitos. Éramos amigas a pouco tempo,mas eu já a conhecia bem,e sabia que sentiria saudades quando terminasse o ano e eu tivesse que ir embora.
-Então Mollyhoje é segunda ,não vai esquecer da noite do ritual!
-Claro que não, estarei lá as oito como combinado.
-Mãe eu tinha esquecido  de falar,mas eu queria dormi na Nathy e que vamos ter uma reunião lá.só as meninas.Tudo bem?
Mamãe estava na cozinha adiantando a louça, mas eu sabia que ela estava escutando tudo com muita atenção.
-Tudo bem filha,eu passo lá de manha antes do trabalho pra te levar na escola.
-Não precisa mãe, o pai da Nathy leva agente.Tudo bem eu ainda não tinha dezoito anos,mas dezesseis não era tão ruim assim.Minha mãe sempre foi super protetora.
Logo que terminamos de almoçar, fomos para o meu quarto, eu precisa contar da carta para Nathy, e com certeza saber o que ela queria.

4 comentários:

Nathii ; disse...

qe saudade de comentar aqiii !!!


Viiiiick. continua por favoooor??

Carol C. disse...

eta saudade! to meio perdida....mas vou me achar haha tenho mt texto p me atualizar aqui! saudadezinha das suas historias deliciosas! tem post novo lá no blog, visita?

beeeijinhos!

Sarah Lisboa disse...

agora voce continua, porque se nao eu mato voce k (mentira) Minha diva, do blog divo, que eu amo amo e amo, hehe ( ate botei a foto da larinha diva, filha da diva, no meu perfil, hihi *-* )
Continue sempre assim, voce tem um dom liiiiiindo e incrivel, pelo qual muitas devem invejar de voce, ate mesmo eu kk, que Deus te abençoe hoje e sempre, muito sucesso, porque voce é a pessoa mais mais capz do que parece, entao continue sempre assim, que descobrira, o quanto é boa, e capacitada! (: beijooooos :*
Minha vick diva, do blog divo, que tem a filha diva, que é diva diva e diva, kkkkkkkkk eu amo voce vitoria s2

wcastanheira disse...

Um texto intenso de detalhes e ações, tb gosto deste tipo de leitura, sua página é coberta de ótimos textos, é muiiiito bom passear por aqui, pra vc bjos, bjos e bjossssss